União Completa Escola Taoísta

Um campo de prática, investigação e relação

Sexualidade taoísta

Nem reclamo comercial nem coleção de técnicas de desempenho. Tampouco a ideia de que o desejo seja um obstáculo espiritual que deva reprimir-se.

O corpo sexual pode ser um espaço de sensibilidade, presença, respiração e escuta. A prática permite observar como intervêm a história pessoal, o medo, o prazer, a confiança, o controlo, a vergonha e a capacidade de se encontrar com outra pessoa sem a converter num objeto. Desta perspetiva, a sexualidade não fica separada da meditação nem da vida afetiva.

A sua dimensão potencialmente reparadora não significa que cure por si só feridas psicológicas, conflitos de casal ou doenças. Significa que, dentro de um enquadramento seguro, pode colaborar na recuperação do contacto, da perceção, da autonomia e da capacidade de receber e oferecer cuidado. Quando existe trauma, dor, violência, compulsão ou sofrimento persistente, a prática deve articular-se com o acompanhamento médico, psicológico ou sexológico correspondente.

O consentimento não é um trâmite inicial, mas sim um processo vivo que pode rever-se a qualquer momento.

O respeito inclui reconhecer limites, diferenças de desejo, ritmos pessoais e o direito de interromper uma experiência sem ter de se justificar. O cuidado também exige enquadramentos claros, confidencialidade e ausência de pressões derivadas da autoridade docente.

A escola abordará progressivamente as artes de alcova, a alquimia feminina e masculina, a respiração, a meditação partilhada, a regulação do prazer e a relação entre intimidade e consciência. Parte do conteúdo será público e parte reservar-se-á para espaços de transmissão direta.

Situação atual

Cursos em preparação

Ainda não há cursos próprios anunciados: a escola está a desenvolver a abordagem e os formatos antes de abrir inscrições. Entretanto, a Alquimia Feminina acompanha mulheres com Ana Clara Gossweiler.